domingo, 25 de março de 2012

COZY POWELL

O Robert Plant, quando fala mal do Led Zeppelin, é pura inveja do Jimmy Page que era o líder e o principal responsável pelo som da banda.


No seu primeiro disco solo, "Pictures of Eleven", as duas melhores faixas são as que o Cozy Powell (amigo de John Bonham) toca na bateria: "Slow Dancer" e "Like I've Never Been Gone". Cozy Powell consegue lembrar o estilo de Bonham e, ao mesmo tempo, impor a sua maneira de tocar. Perfeito!!!


A sua insistência em resgatar a sonoridade do Led Zeppelin irritou o Plant, que chamou o óbvio Phil Collins para tocar no resto do álbum. Na sua primeira "tour" solo, Plant se recusava a cantar músicas do Zeppelin. Freud explicaria.


Eu vi o Cozy Powell tocar ao vivo uma vez, com o Whitesnake, na noite "heavy metal" do primeiro Rock in Rio. Impressionado com o radicalismo e pela quantidade dos chamados "metaleiros", David Coverdale avisou no início do show: "faremos o máximo de barulho possível." Com certeza, Cozy Powell contribuiu para isso, com muita qualidade, naturalmente.


Na mesma noite, eu fiquei muito irritado com o baterista do Ozzy, que no seu solo, copiou descaradamente o John Bonham ao tocar com as mãos... A maioria, menos avisada, achou que aquilo era algo inédito!!! Depois tentaram amenizar falando que seria uma "homenagem"... uma coisa bem diferente para quem estava lá e viu tudo ao vivo.


Anos depois, eu assistiria três shows do Robert Plant no Brasil. Mas isso, claro, é outra história. 

sábado, 3 de março de 2012

† PATRICIA MORRISON & THE SISTERS OF MERCY †

 † O álbum "Floodland" é um clássico e foi feito basicamente ao som do baixo de Patricia Morrison. Andrew Eldritch havia trabalhado com ela no projeto do Sisterhood. Não houve tour para o "Floodland". Para o que seria o próximo álbum, "Vision Thing", não seriam só vídeos promocionais. Nos ensaios, havia um novo membro na banda: o guitarrista Andreas Bruhn.
† Os primeiros shows da nova fase, em1990, seriam no Brasil. Dos cinco shows, eu vi três, um em São Paulo e dois no Rio. Isso significa que quase vi a Patricia Morrison tocar ao vivo (o sonho de qualquer fã). 
† No entanto, Eldritch tinha outros planos. Iria fazer um álbum com base no som de guitarras e não do baixo - o que desagradou muita gente. Andreas Bruhn era o "cara". Demitiu Patricia Morrison e chamou para o seu lugar - revolta geral !! - o inexpressivo, falso e odiado Tony James, ex-líder da banda "fake" Sigue Sigue Sputnik.
† Assim, a formação que tocou no álbum e que veio ao Brasil foram os três, mais o guitarrista Tim Brechno (ex-All About Eve) e, claro, Doktor Avalanche.
† Tony James foi demitido ainda durante a "Vision Thing Tour". Não entrou outro baixista. Esse seria mais um trabalho para Doktor Avalanche.
† O grupo teve várias formações depois disto. No show que vi no Circo Voador, em 2006, não havia baixista. Em algumas músicas, contudo, um dos guitarristas tocava o contra-baixo.

domingo, 22 de janeiro de 2012

ROCK - ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA SOCIAL DO ROCK *

(*) Este texto foi escrito originalmente em 2003.


Não seria possível escrever a história do século XX sem tratar do rock and roll. Isso não significa dizer que ele representou um movimento revolucionário como aqueles que aconteceram na Rússia (1917) ou em Cuba (1959). As mudanças do rock foram diferentes. Elas representavam mais uma transformação no comportamento da sociedade.


Sabemos que a década de 1950 foi o período da guerra fria. De um lado, havia o comunismo, que era mostrado como uma ditadura e, de outro lado, o capitalismo, que era identificado como sinônimo de democracia. A realidade, contudo, não era tão simples. Por trás do "American way of life", havia o racismo, o preconceito contra os pobres e uma política externa que apoiava as ditaduras na América Latina.


Não existiria o rock sem o blues, sendo que esse último sempre esteve associado ao sofrimento dos escravos. Na verdade, o blues lembra os sons da África e as contradições do processo de colonização. Apesar das origens negras, o primeiro grande ídolo do rock não foi Chuck Berry ou Little Richards, mas sim Elvis Presley. Ser branco, contudo, não facilitou as coisas para Presley nos anos cinqüenta. Em suas entrevistas, ele tentava explicar que o rock não era um movimento perigoso para a sociedade. Tratava-se de um contexto - o da Guerra Fria - em que a juventude americana precisava ser protegida das idéias diferentes. 


No caso do rock, essas idéias viriam dos negros. Rock e racismo: estes problemas mostravam outra realidade dos Estados Unidos, além daquela ideologia pregada na Guerra Fria. Havia ainda o movimento beatnic. As suas idéias, poesias e experiências foram fundamentais para mudar o comportamento das pessoas.


Provavelmente não existiria o movimento hippie sem as idéias da geração beat. Mas certamente na década de 1960 surgiria um novo movimento social, inclusive, com novos ídolos. Eles viriam da Inglaterra, com destaque para os Beatles e os Rolling Stones. De fato, com os Beatles, o rock acabou tornando-se uma música internacional para adolescentes. Tudo isso significava, claro, uma mudança de comportamento, sobretudo com as bandeiras do sexo, drogas e rock n´roll. Os Beatles, por exemplo, não compunham somente músicas com temáticas amorosas. Eles também escreviam canções como "Lucy in the Sky with Diamonds" (com letras que estavam associadas ao uso de LSD). Havia ainda as letras como "My Generation" do The Who e "Simphaty for Devil" dos Rolling Stones.


De fato, na década de 1960, se de um lado, deve ser considerado que o rock não era uma música para "anjos", de outro, pode ser afirmado que ele tentava apresentar algumas respostas para a sociedade. Os jovens viviam em comunidades hippies, com novos valores e poucas regras. A sexualidade significava liberdade. O feminismo lutava pelos direitos das mulheres. Havia também os protestos contra o racismo. O mundo estava mudando: 1968 na França, protestos na Tchescolováquia contra a ditadura comunista, o festival de Woodstock nos Estados Unidos e existiam os movimentos de esquerda na América Latina (tentando repetir a experiência cubana de 1959).


Não há corno negar que o rock mudou o comportamento das pessoas. Contudo, isso não representou mudanças políticas significativas. Isso é verdade sobretudo se considerarmos o contexto da década de 1970, quando as pessoas deixaram de acreditar na revolução. No rock, tratava-se do período do heavy metal e do som progressivo. A música tornara-se mais importante do que as letras. Isso era claro na sonoridade sinfônica do som progressivo e no "barulho" dos grupos de heavy metal. Um exemplo seria o Led Zeppelin, com a música "The Song Remains The Same", que, apesar da criatividade sonora, apresentava letras simplistas e sem sentido:


"I had a dream. Crazy dream.
Anything I wanted to know, any place
I needed to go
Hear my song. People won´t you listen now? Sing along.
You don't know what you´re missing now."


O que significaria essa letra? Provavelmente nada. O importante era o som. A voz de Robert Plant aparecia corno um instrumento na música e a importância das letras era colocada para um segundo plano. Algumas pessoas poderiam argumentar que, no caso do Led Zeppelin, havia letras interessantes em canções como "Stairway To Heaven" e "Rain Song". Mas, nesses casos, como nas letras do rock progressivo, as músicas tratavam de amor ou de coisas "sobrenaturais" e não do cotidiano das pessoas.


Com o movimento punk, na década de 1970, esse quadro mudou. Eles não eram verdadeiramente músicos. Na verdade, o que importava era o barulho. As letras eram fundamentais, quando eles protestavam contra os "velhos" ídolos do rock (como Led Zeppelin ou Rolling Stones) e mesmo contra as regras da sociedade. O punk era muito mais do que um simples movimento musical - era um estilo de vida. A letra de "Anarchy in the U.K." pode representar bem esse contexto:


"I'm an antichrist
I'm an anarchist
I don't know what I want
But I know how I get it
I wanna destroy"


A combinação entre o anarquismo e o rock não transformam automaticamente o punk num movimento social significativo. Mas, não há como negar que, com o punk, o rock voltava a representar aquilo que era na sua origem: uma música de protesto - quando não só os músicos importavam, mas a reação do público fazia parte do espetáculo. Isso foi verdadeiro nos anos cinqüenta e setenta do século XX. O punk não foi o último movimento do rock. Depois dele, vieram estilos bastante diferentes, como a música disco, a new wave, o hip hop, entre outros. O rock tornou-se importante para a indústria da música. Os músicos ficaram milionários.


A música que tentava mudar a vida das pessoas transformou-se numa máquina de fazer dinheiro no capitalismo. Esse era o problema: usar o rock como protesto era uma forma de gerar mais lucro para as gravadoras e para os artistas. Passou-se a vender de tudo: discos, camisetas, ingressos, refrigerantes... O rock tornou-se um produto como outro qualquer. Os jovens de Woodstock transformaram-se nos pais conservadores da década de 1980. Apesar de ser outro período, o rock deixou de representar uma surpresa ou um símbolo de protesto. Os anos oitenta eram os anos dos yuppies. O dinheiro era a única coisa que importava. A música disco e a new wave eram a trilha sonora desta época.


Em suma, podemos dizer que as letras do rock não tentaram demonstrar um ponto de vista político de esquerda. Havia as canções de Bob Dylan ou as letras do punk, mas elas não representavam a maioria. Isso não significa, porém, que o rock não foi importante na mudança do comportamento da juventude na segunda metade do século XX.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

THE SISTERS OF MERCY & PLAYBOY

Um grupo de rock, The Sisters of Mercy, de 1980, ainda na ativa, lançou oficialmente apenas três álbuns, duas coletâneas, um EP e vários compactos.


Nos últimos anos, com a decadência do CD e com problemas com as gravadoras, o grupo deixou de lançar discos. Os músicos preferem fazer shows, quando apresentam sempre músicas inéditas.


As novidades são disponibilizadas no website oficial, inclusive com vídeos inéditos. Tornaram-se, na prática, uma típica banda do século XXI.


O último álbum oficial, "Vision Thing", teve uma tour que começou no Brasil em 1990. Foram ótimos shows (vi um em São Paulo e dois no Rio). Sobre o disco, Charles M. Young fez uma crítica objetiva e interessante na Playboy norte-americana (October 1991):


"The Sisters of Mercy (...) call the President of United States a motherfucker in the title song of 'Vision Thing' (Elektra). Now, that's getting to the point! Lyrically and musically, the energy emanates from the dark side but in ultimately liberating, because The Sisters (who are mostly Andrew Eldritch) can name and locate the darknew accuratly and poetically. Yeah, I suppose they're Gothic, but there's a lot more to theses guys than dressing in black."


Críticas do grupo apareciam mais no extinto Melody Maker ou, algumas vezes, no New Musical Express. O texto da Playboy era para um outro público, não acostumado com a chamada música alternativa, o que torna os elogios mais importantes, isso sem falar na objetividade para descrever o grupo e o álbum. Desde então, passei a prestar mais atenção nos textos de Charles M. Young. Quanto à banda, eu já era fã e continuo admirando o trabalho de Andrew Eldritch até hoje.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

MICHEL HUTCHENCE & BOB GELDOF

O sadomasoquismo pode representar um passo antes do suicídio. Foi o que aconteceu com as histórias do casal  Michel Hutchence - suicidou num quarto de hotel na Austrália - e Paula Yates - morreu de overdose na Inglaterra.
Havia, além do S&M, as drogas, os anti-depressivos (encontrados no quarto do hotel), a vingança de um ex-marido Bob Geldof e um estilo de vida que não levaria em consideração as conseqüências dos atos.
De fato, Hutchence, vocalista do INXS, vivia plenamente o lema de "Sexo, Drogas & Rock & Roll". Era considerado um símbolo sexual e entre as suas conquistas estavam a cantora Kylie Monogue e a supermodelo Helena Christensen. Dinheiro, claro, não era problema:
"Yeah, já passei da fase de 'precisar fazer dinheiro'. É um bom lugar de se estar. Isso serve como motivo para todo tipo de loucura agora. Toda manhã, eu acordo com uma diferente razão." (Vox, November 1995, p. 38)
Ainda na entrevista para a revista Vox, quando questionado sobre o seu instinto de sobrevivência, disse:
"Até agora, tudo bem. Eu não quero parecer um 'cliché'. (...) Fico surpreso ao perceber que sobrevivi a tanta coisa...e os meus amigos também. (...) Essa é a indústria. Bem vindo a festa. Jimi Hendrix está lá em cima. Mas passar por isso é fantástico." (Vox, November 1995, p. 36)
Paula Yates, a sua namorada na época - ela havia abandonado o marido Bob Geldof para ficar com o vocalista do INXS - seguia  o seu estilo "Sexo, Drogas & Rock & Roll":
"Você acha que eu realmente me preocupo? Sinto-me com sorte por fazer parte de uma geração que não esquenta a cabeça aos 40 anos. Para ser honesta, é uma milagre eu ter passado por tudo isso."*
O estilo do casal trazia problemas para Yates, que era acusada de não ser uma boa mãe, na medida em que, quando estava com Hutchence, deixava em lugares de fácil acesso (para as suas filhas) coisas como drogas e material pornográfico produzido pelo casal, inclusive com acessórios de S&M:

"Uma amiga e a babá ligaram para o setor de ajuda com drogas e eles disseram que a substância poderia ser ópio e numa busca posterior na casa foram encontradas substâncias que poderiam ser usadas para fumar heroína. Mais tarde, descobriram fotos - aparentemente elas estavam em locais que as crianças teriam acesso - de Yates e Hutchence em roupas de latex, em várias posições sexuais, usando vários acessórios de S&M."**
Bob Geldof não aceitaria ver as suas filhas num ambiente desses e fez de tudo para infernizar a vida do casal - até culminar no suicídio de Hutchence e, posteriormente, na morte de Yates. Em 1997, na época do suicídio, Celso Masson, num artigo para a Veja, escreveu:

"Tanto que, ao revistar o quarto de hotel onde o cantor morreu, a polícia encontrou um frasco do antidepressivo Prozac. Há pelo menos uma razão para essa depressão. Paula Yates enfrentava uma batalha judicial com seu ex-marido, o também cantor de rock Bob Geldof, pela custódia dos três filhos que tiveram juntos. Geldof sabia que não tinha muita chance de conseguir a custódia mas fazia isso para se vingar, já que havia sido vítima de adultério. Essa situação também deixou Hutchence furioso. Horas antes do suicídio, ele chegou a telefonar para o cantor irlandês que lhe bateu o telefone na cara. Ao saber da morte do parceiro, Paula, que se encontrava em Londres, não hesitou em culpar Geldof."***
Geldof foi cantor de uma banda de rock sem expressão chamada Boomtown Rats. Perder a esposa para outro cantor e de um grupo famoso de rock, não deve ter sido algo agradável. Em sua vingança, porém, Geldof contava com a imagem de "santo" que havia criado para si com a realização do evento Live Aid - que visava obter ajuda financeira para a África. De fato, foi um escândalo na época. 

Hutchence e Yates tiveram uma filha, que recebeu o nome de Tiger Lily. Ironicamente, após a morte dos pais, a menina passou a ser criada com as irmãs, sob a responsabilidade de Bob Geldof. Acolher Tiger Lily talvez tenha sido um dos poucos atos nobres do vocalista do Boomtown Rats. Aliás, mais de dez anos depois de sua overdose, as filhas de Paula Yates ainda convivem com o fantasma dessa história. Por isso mesmo, apesar de ter realizado o seu objetivo imediato - destruir a felicidade do casal Hutchence e Yates -, Geldof não pode ser considerado um vencedor. Ao contrário, lidar com as filhas o faz lembrar diariamente dos (seus) erros cometidos no passado. Provavelmente, Paula Yates não tinha essa intenção, mas isso tornou-se a sua vingança.

*Libby Brooks, Paula Yates, Sep 18 2000, http://www.guardian.co.uk/news/2000/sep/18/guardianobituaries.libbybrooks

**The passions of Paula Yates, Independent, Nov 18 2007, http://www.independent.ie/lifestyle/independent-woman/celebrity-news-gossip/the-passions-of-paula-yates-1222585.html
***Celso Masson. Instinto de morte. Veja. 03/12/1997. http://veja.abril.com.br/031297/p_131.html

terça-feira, 1 de novembro de 2011

MOBY

A primeira vez que ouvi falar de Moby foi em janeiro de 2000, na primeira vez que viajei à Europa. Ele estava fazendo a sua tour no continente naquele momento, então era comum ver os cartazes anunciando os seus shows nas cidades. Eu não sabia se era um cantor ou um grupo. Imaginava que não era rock. Mas era só uma hipótese.
Na época, a banda Pet Shop Boys estava em tour também. Tentei ir no show deles em Lisboa, mas fui informado na porta do ginásio que havia sido cancelado. Vi o grupo, anos depois, num festival em São Paulo.
Quanto ao Moby, nunca vi seu show. Mas tornei-me um fã, comprei cds e dvds. Andy Crysell, numa matéria para a revista Musik (July 2000), afirmou:
"Moby ruminates over the sound of Deee Lite's 'Groove Is In The Heart'. Previsiously Moby has talked of threesomes and bisexual encounters, gamering the unlikely reputation of a ladies' man. Or man's man. Whatever."
Sobre a citação, primeiro, me chamou a atenção a música que o Moby estava "cantando", pois eu vi o Deee Lite ao vivo em 1991, no Rio. Lembro de pouca coisa do show, além dessa música, lembro de duas garotas na platéia que, de vez em quando, davam autógrafos. Imaginei que seriam famosas. Depois soube que eram a Cuca e a Maria Cláudia, VJs da MTV.
O segundo ponto na citação foi perceber que não seria só um rockstar que teria fama de maníaco sexual. Nesta mesma matéria, Moby explicaria que essa fase teria passado... mas o problema da reputação, é que ela fica, mesmo quando a pessoa muda de atitude.
Visualmente, o Moby parece um sujeito qualquer. É difícil de imaginar que um cara magrinho e sem "sex appeal" possa ser tão talentoso e produzir uma música tão interessante.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

SEX PISTOLS


O punk aconteceu entre 1975 e 1979. A banda símbolo do movimento foi o Sex Pistols. O local foi a Inglaterra.
Apesar do impacto na história do rock, tudo aconteceu de maneira muito rápida.
No final de 1975, sob a orientação do empresário Malcom McLaren, John Lydon (Johnny Rotten), Paul Cook, Steve Jones e Glen Matlock começaram os ensaios e fizeram o primeiro show em novembro no St. Martin College (Vox, September 1995, p. 64).
Fizeram várias apresentações nas faculdades inglesas e impressionaram muito. Tocavam covers do The Small Faces e do The Who e criavam as próprias canções.
Em abril de 1976, impressionado, depois de ver os Pistols, Joe Strammer abandonou o grupo que tocava e criou o Clash. Em maio, um fã empolgado na platéia, Sid Vicious, seria um dos símbolos do movimento. Assumiria, depois, o baixo dos Sex Pistols.
Até então, porém, apesar da fama, os músicos não estava satisfeitos. John Lydon:
"A tour era caracterizada por discussões, brigas e nada de dinheiro. Era um pesadelo." (Vox, September 1995, p. 64)
Em outubro, os músicos assinaram um contrato com a gravadora EMI, que posteriormente seria cancelado por causa dos escândalos da banda. Nesse mês, um grande jornal inglês, "The Sun", publicou duas páginas tratando do punk.
Em novembro, era lançado o "single" com "Anarchy In The UK". As letras serviam, de certa forma, como síntese do que era o movimento:
"I'm an antichrist
I'm an anarchist
I don't know what I want
But I know how I get it
I wanna destroy
."

[Eu sou um anticristo / Eu sou um anarquista / Eu não sei o que quero / Mas sei como conseguir / Eu quero destruir]
Em dezembro de 1976, foram ao ar, ao vivo, na TV inglesa, os depoimentos dos músicos com muitos palavrões, o que chocaria bastante a população conservadora, dando mais visibilidade ao movimento. Foi nesta época que ocorreu a "Anarquy Tour of The UK", com os grupos Sex Pistols, Clash, Damned e Heartbreakers.
Em 1977, os Pistols assinaram com a gravadora Virgin e lançaram, em maio,  "God Save The Queen". Continuaram os shows e as polêmicas. Em outubro, foi lançado o álbum "Never Mind Bollocks".
A tour nos Estados Unidos foi em janeiro de 1978. Nada mudou. As brigas e confusões continuaram. Num show, o baixista Sid Vicious provocou o público:
"You cowboys are all a bunch of fucking faggots!" ("Vocês cowboys são uma bando de bichas!")  
Um rapaz da platéia reagiu e Vicious o atacou com o seu baixo. O rapaz foi retirado do show pelos policiais. (Vox, September 1995, p. 68)
No dia 14 de janeiro, os Pistols tocariam o seu último show. Paul Cook, Steve Jones e o empresário viajaram para o Rio de Janeiro. Sid Vicious foi internado por causa do uso de heroína. John Lydon foi para Nova Iorque, dizendo que não cantaria mais com os Pistols. Era o fim. Em 1978, Sid Vicious foi preso, acusado pelo assassinato da namorada. Em 1979, ele morreria de overdose de heroína. John Lydon montou outra banda, Public Image Ltd (PIL).
Muito tempo depois, para ganhar dinheiro (eles deixaram isso bem claro), houve uma reunião dos músicos para uma tour, que passou inclusive pelo Brasil. E foi só.