quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O VOCALISTA DO LED ZEPPELIN


Robert Plant, aparentemente, sempre teve problema com a autoridade da figura paterna.
Primeiro, só convenceu o pai de que realmente fazia uma atividade econômica quando saiu um nota do Led Zeppelin no jornal "Financial Times".
Segundo, durante o período do Zeppelin, ele sempre foi comportado e obedecia as decisões do grupo, especialmente do líder Jimmy Page. 
Por que ele tinha esse comportamento? A origem do Led Zeppelin estava no Yardbirds, que ainda possuía contratos para shows mas havia ficado no grupo só o guitarrista Jimmy Page e o empresário Peter Grant. 
 

No filme "The Song Remains The Same", quando aparece a "fantasia" de Grant, ele é mostrado como um mafioso. Nada poderia ser mais apropriado. Ele cuidava dos bastidores do grupo com mão de ferro. Ninguém ousava enfrentá-lo. Protegia a sua banda, muitas vezes, de forma truculenta passando por cima de outros músicos ou grupos em festivais ou até mesmo sobre as autoridades. Era um homem de negócios e fazia tudo para proteger os quatro músicos - para que eles se concentrassem só em fazer música. O resto era com ele.
 

Nesse ambiente, nem John Bonham, que era conhecido como "a besta" por causa da sua violência e falta de controle nos bastidores, ousava enfrentar Peter Grant. Havia uma autoridade no Led Zeppelin além dos músicos. Era considerado o quinto elemento do grupo - tanto é verdade, que no filme oficial da banda só aparecem as sequências de fantasias dos músicos e dele, Peter Grant.
Durante os doze anos do Led Zeppelin, Robert Plant foi o vocalista, letrista e se enquadrava perfeitamente no espírito de grupo, sem estrelismo.
Tudo mudou o a morte de John Bonham e o fim do Led Zeppelin. 
 

Robert Plant queria construir uma carreira solo como se o Zeppelin não tivesse existido na sua vida. Nas tours dos primeiros discos solos, ele recusava tocar qualquer música do Led Zeppelin. 
Tentou outras soniridades. Tentou construir outra identidade. Não foi possível. 
Tanto nos álbuns como ao vivo, Plant voltaria a utilizar o material do Zeppelin. Em seus shows, as músicas da antiga banda eram as mais esperadas e ele as cantava, exceto "Stairway To Heaven".
O problema do Robert Plant com dependência de uma figura paterna reapareceu quando ele foi convidado a fazer um "unplugged" para a MTV. Não fez sozinho. Convidou Jimmy Page para acompanhá-lo. Dessa parceria, além dos shows, foram produzidos dois álbuns.
 

Após este período, Plant voltou para a sua carreira solo, tentando se livrar do fantasma de ter sido o vocalista de uma grande banda liderada por Jimmy Page. Chegou ao ponto, em seus shows de 2012, de apresentar versões do Led Zeppelin como se não existisse o som da guitarra - que era a base de tudo.
Robert Plant faz piadas com o passado e menospreza um dos maiores grupos que existiu na história do rock. Entretanto, de fato, continua cantando "Black Dog" ou "Rock and Roll" como se fosse o inexpressivo cantor da banda formada por Jimmy Page para substituir o Yardbirds.  

Plant conseguiu manter o emprego no Zeppelin depois das críticas que sofreu na primeira tour pelos Estados Unidos. Não precisou ser mais um "office boy" que ia buscar sanduíches para o Jimmy Page e o Richard Cole (assistente de Peter Grant) numa piscina de hotel. Foi acusado e admitiu que plagiava em algumas letras.
 

A verdadeira trajetória de Robert Plant não lhe dá autoridade de criticar o Led Zeppelin, o Jimmy Page ou o John Paul Jones, algo que fez inúmeras vezes. O Led Zeppelin deu-lhe a oportunidade de ser um dos ícones do rock. Ele deve isso ao John Paul Jones, Peter Grant, John Bonham e sobretudo ao Jimmy Page.
As bobagens que Plant diz no período da sua carreira solo, ele não ousava falar enquanto o Led Zeppelin estava na ativa. O que ele ridiculariza hoje, ele deveria falar (na época) na cara do Peter Grant, Jimmy Page, John Paul Jones e John Bonham. E coragem para tanto? Existe uma palavra simples que define esse tipo de comportamento: traição.

 ROBERT PLANT 2012 
Como tocar uma música do Led Zeppelin sem destacar o som da guitarra de Jimmy Page?
Robert Plant é um caso freudiano.
Se quer "esquecer" mesmo o Jimmy Page, não deveria tocar as músicas do Led Zeppelin.
Deveria tocar as músicas do seu grupo anterior - Band of Joy - cuja sonoridade tem mais a ver com o seu estilo atual.
Por que não faz isso? Simples: o apelo comercial do Led Zeppelin é maior do que a da Band of Joy.
O Led Zeppelin é maior do que o Robert Plant e a síntese do Led Zeppelin é o guitarrista Jimmy Page.
Sem participar do Led Zeppelin, Plant estaria até hoje cantando em pubs ingleses.
Portanto, ele deveria AGRADECER ao Jimmy Page e NÃO tentar ESQUECER a sonoridade brilhante das guitarras do Page nas músicas do Zeppelin.

AINDA... ROBERT PLANT... 
 ... sobre essa coisa de quem copiou quem, olha o comentário de Robert Plant, na introdução de uma música, em 2007, no filme "Celebration Day":

"Em 1935, Robert Johnson gravou uma música chamada 'Terraplane Blues' e...

isso apareceu em vários outros momentos com vários outros artistas desde então...

Talvez Johnson a copiou de outra pessoa, certeza, todo mundo acha isso...

This is a kind a Led Zeppelin 'Terraplane Blues'... It's called 'Trampled Underfoot'...

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

ROCK & CÉREBRO

Três acordes, ironizava Tom Jobim. Em outras palavras, para tocar rock n roll não precisa ser um gênio. Basta lembrar do punk rock. Ser fã deste estilo em nada tem a ver com o chamado “bom gosto musical”.
O que fica, então? Rock é atitude, energia. Trata-se de um símbolo de um comportamento social associado aos jovens. A rebeldia sempre esteve associada ao rock.
Era dito, na década de 1960, relacionado ao “Sexo, Drogas & Rock & Roll”, que não seria correto confiar em alguém com mais de 30 anos. Juventude. Ingenuidade. Bobagem.
Mais do que ser jovem, claro, é preciso parecer jovem para ser ligado ao rock. Mick e Keith. 69 anos. The Rolling Stones ainda fazem shows em estádios lotados em 2013. São milionários mas dinheiro não é sinônimo de cérebro.
Inteligência no rock? Bob Dylan, John Lennon e mais alguns. São raros. Isso não significa que o rock não seja divertido e não tenha uma utilidade social. Seria como sexo. É bom mas qualquer animal é capaz de realizar “tal empreendimento”.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

LED ZEPPELIN, GROUPIES & SM



Os músicos do Led Zeppelin eram os que mais se relacionavam com as "groupies", em orgias e namoros (apesar de serem casados na Inglaterra). Jimmy Page, por exemplo, se envolveu com Lori Maddox quando ela tinha apenas 14 anos.

Sobre esse período e o guitarrista do Led Zeppelin, Pamela Des Barres afirmou:

"Jimmy carregava chicotes e gostava de infligir algum dano nas meninas. Ele também desenvolveu um hábito de visitar clubes de travestis, vestido em uniforme nazista e aplicava heroína cercado por drag queens. Se brincadeira saísse de controle, Page seria levado de volta para o hotel pelo tour manager e acorrentado num 'toilet' até que ele se acalmar."

No livro "Hammer of Gods" aparece a opinião de Jimmy Page sobre as "groupies":

“As garotas aparecem e posam de starlets, provocando e agindo de maneira arrogante. Se você as humilha um pouco, costumam voltar numa boa. Todo mundo sabe para o que elas vieram.”

Dizer "se você as humilha um pouco", de certa forma, confirma a depoimento de Pamela de Barres. Mais do que isso, como afirmei em outro texto, Jimmy Page gostava de usar um "Nazi SS Storm Trooper Hat" em shows do Led Zeppelin - acessório usado ainda em práticas de sadomasoquismo (SM).

Sobre estas problemáticas, numa entrevista com Tony Barrell em 2010, o guitarrista afirmou: 

"Eu tenho certeza que alguns de seus leitores podem ter flertado com o SM. (...) Eu tenho um apetite voraz por todas as coisas desse mundo ou não ('unworldly')." 

Em uma resposta bastante vaga, de fato, Jimmy Page não negou o seu interesse pelo SM. Como ele mesmo disse, todos "sabiam para o que elas vieram", ou seja, os músicos se sentiam livres para fazer qualquer coisa com as "groupies".

Tudo ocorreu na década de 1970. Hoje, certamente, com tantas restrições à liberdade do indivíduo, seria difícil ver músicos e "groupies" agirem daquela maneira. Claro que muitos tentaram copiar o Led Zeppelin nas décadas seguintes, tanto em relação à música como no que dizia respeito ao comportamento. Entretanto, a maioria falhou.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

1985

..conversando com os caras sobre o Rock in Rio, eu disse que havia ido no primeiro, em 1985... ouvi logo "pô, você foi no melhor e eu nem tinha nascido..." hehehe... ver numa só noite de heavy metal Ozzy, AC/DC, Whitesnake e Skorpions nunca seria uma experiência negativa...

...mas o clima de pátio de prisão, o barro [era um pântano originalmente] chegando aos joelhos, a chuva, a mistura de cheiro de maconha com o cheiro do que seria - imagino - o tal do pântano ou que que havia ali antes da grama [essa havia desaparecido fazia tempo]...


...a maioria absoluta era de homens, vestidos de preto, coisa de pátio de prisão mesmo...numa das correrias doidas que rolaram lá [em volta havia um passeio com asfalto antes de chegar na praça da alimentação onde o povo sentava no chão para descansar]...


...gente correndo sobre gente, gritos, o meu humor foi a zero quando vi o meu joelho sangrando...


...o motivo da correria, claro, ninguém soube...


...isso tudo me lembrou uma namorada que tive e que contou que uma amiga dela havia participado do Woodstock na década de 1960...


...quando a mulher voltou ao Brasil só reclamou do evento: barro, bagunça, não dava para ver nada...


...daí, o festival tornou-se um "mito" e ela passou a se orgulhar de ter participado da festa...


...é interessante como o ser humano é capaz de rever o passado a partir do presente...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

ROBERT PLANT & LED ZEPPELIN


Robert Plant, no início de sua carreira solo, queria produzir algo independente do seu passado com o Led Zeppelin. Nos shows, não tocava músicas de sua ex-banda. Os três primeiros álbuns refletem essa fase: Pictures At Eleven (1982), The Principle Of Moments (1983) e Shaken 'n' Stirred (1985).
Plant participaria do Live Aid com Jimmy Page e John Paul Jones. Tocaram três músicas do Led Zeppelin, sem, contudo, utilizar o nome do grupo.
Somente em 1988, sobretudo com a influência de Phil Johnstone, Plant começaria, de fato, a assumir a influência do Zeppelin em sua carreira solo, contando, inclusive, com a participação de Jimmy Page em duas faixas de "Now And Zen".
Depois viria o álbum "Manic Nirvana" (1990) com fotos na capa que poderiam ter sido retiradas de shows da década de 1970.
A "tour" de "Fate Of Nations" (1993) passou pelo Brasil em janeiro de 1994. Vi o show do estádio do Morumbi. Muito bom. Havia uma mistura das canções da carreira solo e de músicas do Zeppelin.
Posteriormente, Plant foi convidado pela MTV para fazer um "unplugged". Sem o fantasma do ex-grupo (e talvez por insegurança mesmo), ele convidou o guitarrista Jimmy Page para participar do projeto. O resultado da parceira foram os álbuns "No Quarter" (1994) e "Walking Into Clarksdale" (1998).
"Mighty ReArranger" viria em 2005. No entanto, só em 2007 - e, mais uma vez, Plant não estaria sozinho - viria o premiado e excelente "Raising Sand", com Alison Krauss. No final de 2007, em 10 de dezembro, o vocalista faria outra reunião com os ex-companheiros para um show de duas horas em homenagem ao Ahmet Ertegun na O2 Arena em Londres. Na bateria, estava Jason Bonham. A novidade seria o uso pela primeira e única vez do nome Led Zeppelin. Foi um grande sucesso, o que levou aos questionamentos de uma possível "tour" (que foi recusada por Plant, que preferiu fazer os shows com Alison Krauss). O produto (CDs/DVDs) de 2007 somente seria lançado em 2012.
Em 2010, veio "Band Of Joy" e recentemente a "tour" com a "Sensational Space Shifters" (que passou pelo Brasil, assim como a "No Quater Tour").
Próximo passo? Robert Plant afirmou que está chegando numa idade que precisará de ajuda para atravessar a rua. Aposentadoria? Provavelmente não. Foi só mais uma desculpa para não fazer mais shows com os ex-companheiros do Led Zeppelin.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O TEMPO DO ZEPPELIN


O tempo do Led Zeppelin pode ser exato (1968-1980) ou não. 

Foram seis semanas de ensaios para o extraordinário show no O2 Arena em 2007. 

Foram, depois, mais cinco anos para produzir e lançar o show em filme e CDs. John Paul Jones fez uma referência ao conceito de tempo do Zeppelin, algo como 5 anos significariam 5 minutos.

Apesar de todo o tempo gasto e do sucesso do show de 2007, foi um único show e pronto. 

Houve propostas milionárias para uma "tour", mas o vocalista Robert Plant recusou a ideia. 

Os outros três membros até pensaram nesta possibilidade, mas logo John Paul Jones formaria o Them Crooked Vultures com Josh Homme e Dave Grohl e o projeto não iria para frente.

De fato, Jason, o filho de John Bonham, já havia tocado com o Led Zeppelin algumas vezes, inclusive no dia do seu casamento. Não havia novidade. 

Foi o baterista do álbum e da "tour" do "Outrider" do Jimmy Page. Jason Bonham conhece praticamente todos os piratas do Zeppelin e sabe exatamente como o seu falecido pai criava e tocava as músicas. Neste sentido, a sua performance no O2 Arena foi perfeita.

Como estilo próprio, no entanto, Jason nunca foi nem criativo e nem tão competente como o pai - basta ver, por exemplo, o seu solo de bateria em algum show da "tour" de "Outrider".

Ainda no que diz respeito ao sucesso de O2 Arena, merece destaque um depoimento de John Paul Jones: "O show parecia ser o primeiro de uma 'tour'." ("The show was felt like the first show of a tour.")

Não foi o que aconteceu. O Led Zeppelin foi uma banda da década de 1970 formada por quatro músicos que contavam com o apoio fundamental do empresário Peter Grant. Não foi por acaso, afinal, que no filme oficial do grupo em 1976 - "The Song Remains The Same" - apareciam cinco sequências de "fantasias": Grant, Robert Plant, Jimmy Page e John Bonham.

Com as mortes do baterista e do empresário, talvez realmente não teria sentido fazer uma "tour" ou mesmo gravar material inédito.

Assim, mesmo que por motivos pessoais, a decisão de Robert Plant preservou a memória da banda e reforçou o mito de um dos maiores grupos de rock da história.

sábado, 20 de outubro de 2012

TEXTO G1.GLOBO => 19/10/2012 Robert Plant no Rio

19/10/2012 04h22 Led Zeppelin ganha sotaque oriental em show de Robert Plant, no Rio
Ex-vocalista da banda britânica se apresentou na cidade nesta quinta (18).
Cantor fez novas versões para clássicos como 'Black dog' e 'Rock and roll'.
Henrique Porto Do G1 Rio


"Black mountain side", "The battle of evermore", "Four sticks", "Kashmir"… São vários os exemplos na obra do Led Zeppelin que mostram a influência da música oriental na sonoridade da banda. Mas Robert Plant, ex-vocalista do grupo britânico, levou essa proximidade até as últimas consequências durante o show realizado na noite desta quinta-feira (18), na HSBC Arena, no Rio.


Acompanhado pela recém-formada banda The Sensational Space Shifters, Plant simplesmente subverteu o repertório de seu antigo conjunto, eliminando o peso das guitarras outrora regidas pelo ex-parceiro Jimmy Page em detrimento de instrumentos como o ritti e o kologo, espécie de violino e banjo africanos, e o bendir, um tipo de tamborim.


Apesar de obter um resultado no mínimo intrigante, não seria exagero dizer que Plant decepcionou parte do público, que esperava por versões mais fiéis de canções do "Zeppelin de chumbo". Foi nítida a dispersão da plateia no setor mais caro, apelidado de "BudZone", em determinados momentos do show. Um quase "dar de ombros" para as mistura de blues e músicas celta, indiana e africana proposta por uma das vozes mais importantes da história do rock. Uma pena.


O cantor tinge com novas cores, de maneira muito autêntica, um repertório muitíssimo conhecido, reposicionando sua voz (hoje bem menos potente) em função dos novos arranjos. Bom exemplo são "Black dog" e "Rock and roll", clássicos absolutos do Zeppelin reconstruídos a partir das frases de ritti, executadas pelo sorridente Juldeh Camara — absolutamente nenhum dos antológicos riffs criados por Page são sequer citados. Um pouco mais próximas das versões originais, mas ainda assim com um acento oriental, aparecem "Gallows pole", "Ramble on", "Friends" e "Bron-y-aur stomp", canções mais acústicas e, talvez, mais apropriadas à nova fase do cantor.



A nostalgia não fica restrita apenas ao Zeppelin. Plant presta homenagens a dois velhos bluesmen cantando "44 blues" e "Spoonful", inspiradas nas versões de Howlin' Wolf; e "I'm your witchdoctor", quando relembra o inglês John Mayall e o chama de "herói". Ainda haveria espaço para "Who do you love", de Bo Diddley, num medley que se mistura com um pequeno trecho de "Whole lotta love" (outro clássico do Zeppelin) e "Steal away" e "Bury my body", de Al Kooper. Da carreira solo, pinça  "Tin Pan Valley", de seu álbum “Mighty rearranger", de 2005.


Mesmo nos blues, os improvisos acontecem menos nas guitarras e mais no banjo e no bandolim pilotados por Justin Adams e Liam "Skin" Tyson, além dos bebops de Camara. Plant é generoso com sua atual banda, formada ainda pelo baixista Billy Fuller, o baterista Dave Smith e o tecladista John Baggott.


Fato é que Robert Plantx, mesmo com tantos anos de estrada, conseguiu reinventar-se nesta nova turnê. E sem precisar abrir mão do valioso repertório do Led Zeppelin. Talvez por isso venha se recusando ao que seria uma financeiramente tentadora turnê de reunião do ex-grupo, ao lado de Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham (filho de John Bonham, morto em 1980), proposta pelo guitarrista em 2007. Plant já não precisa mais do dirigível.


O músico segue agora para Belo Horizonte, onde se apresenta no dia 20. Sua turnê brasileira faz escalas também em São Paulo (22 e 23), Brasília (25), Curitiba (27) e Porto Alegre (29).