Não defendo a volta do Led Zeppelin mesmo que
fosse só para shows. Nem defendo a obsessão de Jimmy Page pelo dinheiro
(até compreendo a infinita edição e as versões diferentes dos álbuns
lançadas principalmente após a invenção
do CD, mas beira ao absurdo essa história de “criar uma edição limitada
de cachecóis com impressão das capas dos álbuns da banda”).
Isso, porém, é quase zero perto do cinismo do Robert Plant.
Lembro que ele, nas primeiras “tours” dos álbuns solos, se recusava a
cantar músicas da ex-banda porque seria necessário provar que ele seria
capaz de “voar” sozinho. Depois, Plant mudou de postura e incluiu as
músicas da banda liderada por Jimmy Page em seus shows.
Quando
Robert Plant foi convidado para fazer o (em moda na época) “unpplugged”
da MTV sobre a sua carreira, chamou o Jimmy Page e transformou todo o
projeto em algo do Led Zeppelin sem a presença de John Paul Jones - que
era constantemente insultado nas entrevistas de Plant na época dos shows
do “Unledded” – cujo título oficial (seria mais um insulto?) era “No
Quarter’, a música que era identificada como o principal momento do John
Paul Jones na banda.
Em 2007, o que era para ser uma homenagem
para o executivo da Atlantic Records (como tantas outras que reuniam os
três músicos do grupo), quando seriam tocadas algumas poucas músicas do
Led Zeppelin sem utilizar o nome do grupo, Robert Plant transformou em
um show de uma hora e meia COM o nome do Led Zeppelin.
Depois
de todo o sucesso do show de 2007 (não era para ser diferente), Plant se
irritava quando perguntavam se existiriam mais shows – ele que começou
com essa história... Mais uma vez, falava que o seu interesse era o
presente, com sua banda, e não o passado, com o Led Zeppelin.
Na Europa, esse discurso funcionava bem, mas quando Robert Plant
resolveu fazer shows também na América do Sul, a estratégia foi alterada
e ele voltou a aparecer como “o vocalista do Led Zeppelin”.
Eu
vi a entrevista que ele deu quando disse que não havia projetos
pessoais para 2010 e que estaria disposto a reunir com os
ex-companheiros, dando a entender que tudo dependeria de Page e de
Jones. O ex-baixista da Led Zeppelin ironizou e não caiu mais nas
armadilhas e no cinismo do Plant: Jones não poderia reunir em 2010
porque teria feito compromisso em compor uma ópera...
Jimmy
Page, ironicamente, tornou-se o ponto fraco e continuava a humilhação
sem resultados diante do ex-vocalista do seu grupo na década de 1970.
Robert Plant resolveu lançar uma biografia oficial e – parecendo o Paul
McCartney (que sempre usava o nome dos Beatles quando precisava chamar a
atenção para si) – mais uma vez visitou o passado que tanto negou já no
título do livro: “The Voice That Sailed The Zeppelin”.
Numa entrevista recente, ainda reclamou do Jimmy Page:
“Eu me sinto mal por ele. Ele sabe que sai nas manchetes se assim o
quiser. Mas eu não sei o que ele está tentando fazer. Então eu me sinto
levemente desapontado e perplexo.”
Manipulação? Cinismo? Como encontrar adjetivos para definir a postura de Robert Plant?
Imagino que o Jimmy Page deve se arrepender bastante de não ter
demitido o seu vocalista após as críticas que ele sofreu na primeira
“tour” do Led Zeppelin nos Estados Unidos:
“(…) the pop critics
insulted his aria-like blues wails and his prissy, hyper-masculine
posing. (…) Even Jimmy wasn’t absolutely positive about Robert. Cole
recalls: ‘It was a very touch-and-go thing whether Robert would even be
in the group after the first tour, because he didn’t quite seem to make
it up to Page’s expectation. At the time, there was a possibility he
wouldn’t do another tour. That was the truth.’” (Stephen Davis, Hammer
of Gods, p.64)
Como foi dito no início, Jimmy Page nunca foi
santo – ele odiaria ser rotulado assim porque sempre defendeu o
ocultismo e era bastante crítico quanto ao cristianismo -, mas, diante
do mal resolvido Robert Plant, o ex-líder e guitarrista poderia, se
quisesse, até posar de vítima.
"Exijo a possibilidade de viver plenamente a contradição da minha época, que pode levar de um sarcasmo a condição de verdade." Roland Barthes
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
quarta-feira, 11 de junho de 2014
KISS - ALIVE II
O Gene Simmons (do Kiss) afirmou que não se importaria se seu rosto estivesse em rolos de papel higiênico desde que as pessoas pagassem por isso.
Esse princípio explica muitas coisas sobre o grupo como usar uma música do disco solo do Ace Frehley numa coletânea do tipo “the best” (a música ficou totalmente fora do contexto).
As “paqueras” do suposto “sex symbol” Paul Stanley com as baladas e a “dance music” eram óbvias (constrangedoras, algumas vezes). Não eram originais, afinal, Mick Jagger, já havia feito isso.
Ouvi o Kiss mesmo na minha adolescência. Adorava o Alive I e o Alive II. Gostava do barulho e pronto.
Voltei, recentemente, a ouvir o Alive II e percebi uma coisa óbvia: a música “Any Way You Want It” é totalmente no estilo Beatles e Monkees. Qualquer um consideraria algo assim, no mínimo, meio estranho. No entanto, vindo do Kiss, ninguém leva a sério mesmo.
Esse princípio explica muitas coisas sobre o grupo como usar uma música do disco solo do Ace Frehley numa coletânea do tipo “the best” (a música ficou totalmente fora do contexto).
As “paqueras” do suposto “sex symbol” Paul Stanley com as baladas e a “dance music” eram óbvias (constrangedoras, algumas vezes). Não eram originais, afinal, Mick Jagger, já havia feito isso.
Ouvi o Kiss mesmo na minha adolescência. Adorava o Alive I e o Alive II. Gostava do barulho e pronto.
Voltei, recentemente, a ouvir o Alive II e percebi uma coisa óbvia: a música “Any Way You Want It” é totalmente no estilo Beatles e Monkees. Qualquer um consideraria algo assim, no mínimo, meio estranho. No entanto, vindo do Kiss, ninguém leva a sério mesmo.
ROCK: ESPOSAS, NAMORADAS & GROUPIES
O
recente suicídio de L'Wren Scott lembrou-me do fim trágico de algumas
garotas que se envolveram com músicos famosos de rock n roll.
A morte de Scott causou um impacto no seu namorado, Mick Jagger, que o levou a cancelar as datas da turnê dos Rolling Stones na Austrália. Entretanto, nem sempre foi assim. Algumas garotas foram, aparentemente, abandonadas pelos seus namorados ou amigos famosos.
Um desses casos foi a ex-esposa do guitarrista dos Stones, Krissy Wood. Ela “morreu, aos 57 anos, de uma overdose de Valium (...) abandonada e sem dinheiro. A mulher que teve casos com Eric Clapton, George Harrison, John Lennon e Jimmy Page e foi casada com Ronnie Wood foi reduzida a uma pessoa que vendia lembranças do seu passado e ainda procurava emprego em supermercados.” (Anna Pukas, Rolled Over By The Stones)
Em outro artigo, tratei de outras duas garotas que estiveram com os Rolling Stones...*
Em 1970, Michele Breton e Anita Pallenberg participaram, com Mick Jagger, do filme "Performance". De acordo com Robert Greenfield, Breton, na época do filme, com 17 anos, "cabelo curto e peitos tão grandes que chegam a chocar - junto com Mick e Anita, aparece nua na cena da banheira."
Depois de passar décadas como usuária de drogas em vários países, Breton foi encontrada em Berlim em 1995 e disse - ainda de acordo com Greenfield:
"não fiz nada na vida. (...) Onde tudo começou a dar errado? Não consigo me lembrar. É mais ou menos coisa de destino."
Parece que o que aconteceu com Pallenberg não foi muito diferente, ou pelo menos ela não possui o mesmo poder que os seus companheiros Jagger e Richards continuam a ter no século XXI.
As pioneiras no universo das groupies estavam no grupo GTO - Girls Together Outrageously. A mais famosa delas foi Pamela Des Barres. Ela não teve um fim trágico, pelo contrário, ficou famosa quando contou as suas experiências com as estrelas do rock em um livro chamado “I’m With The Band”.
A pior fama – considerados “selvagens” pelas loucuras que promoviam nos bastidores das turnês – pertencia aos músicos do Led Zeppelin. John Bonham era o violento. John Paul Jones não participava das orgias e dos principais eventos dos bastidores. Robert Plant era muito jovem, deslumbrado e fascinado com o status do estrela do rock e talvez o que se mais se envolvia com as groupies. Jimmy Page era envolvido com magia negra, sadomasoquismo e bastante envolvido com as groupies. Isso era confirmado – pelo menos no caso do guitarrista do Led Zeppelin - por Pamela de Barres em uma entrevista a revista Uncut:
“Antes de nos conhecermos, eu estava com medo de Jimmy e determinada a não me apaixonar por seu charme quando o Led Zeppelin estivesse L.A. Merecida ou não, a sua reputação como um indivíduo impertinente e debochado o precedia. Mas ele tinha a intenção de me fazer apaixonar por ele, e não demorou muito. Ele me enviou notas, pegou meu número de telefone e facilmente me convenceu de que iria valer a pena. Ele mantinha chicotes em sua mala de viagem na estrada, mas nunca tentou usá-los em mim. Ele definitivamente tinha um lado sexual perverso, o que fez dele um amante transcendente.”**
Os músicos, normalmente, não comentavam sobre as groupies e nem havia grandes rivalidades entre eles neste sentido. Quando Jimmy Page ficou com a esposa de Ron Wood, o guitarrista dos Stones ligou para ele para perguntar se estava tudo bem com ela. Na época, Ron Wood estava com a namorada de Page, Bebe Buell, que relatou o que acontecia na época:
“É especialmente difícil para mim porque eu namorei Page quando ele estava no seu mais glorioso e divino momento. 1973-1974. Ele nunca tentou usar chicotes ou qualquer outro material. (...) ele era muito normal no quarto e muito romântico!
(...) [Mas] Ele fugiu com a esposa de Ron Wood e acabei tendo o mês mais divertido da minha vida vivendo na casa de Woody em Richmond Hill, enquanto Todd estava na Índia em uma busca espiritual.
(...) Quando Jimmy descobriu que eu estava com o Woody, ele me chamou e disse que iria enviar Chrissie Wood para a casa, se eu deixasse Todd uma vez por todas. Recusei e o resto é história.”
Todd Rundgren foi casado com Bebe Buell e assumiu a paternidade da sua filha Liv. A menina descobriria só aos 11 anos que o seu pai biológico era, de fato, Steven Tyler do Aerosmith. Então, passou a usar o seu sobre nome (Liv Tyler).
O troca-troca de casais parecia algum confuso. Entretanto, as groupies não se consideravam ingênuas. Michelle Overman:
“Mas nós estávamos fazendo exatamente o que queríamos fazer! Nós estávamos apaixonadas pela música e esses caras eram as respostas às nossas orações. Eles nos queriam lá e nos tratavam como deusas.”
Isso era verdade, mas só em parte, afinal, os músicos, em sua maioria, eram casados e tinham filhos (como no caso do Led Zeppelin) e não queriam saber das groupies quando voltavam para as suas casas.
Por outro lado, essas garotas, na década de 1970, eram, em grande parte, adolescentes, algumas com 13, 15 ou 17 anos. Os aviões particulares, as limousines, as festas e o glamour realmente significavam um atrativo forte e uma possibilidade de viver, pelo menos por alguns momentos, um “conto de fadas”.
Nem todas, porém, souberam lidar com o envelhecimento e com o anonimato. As drogas, especialmente a cocaína, representaram um caminho definitivo para a decadência – como foram os casos de Brandi Brandt, famosa playmate casada com o baixista do Mötley Crüe – Nikki Sixx – e Tawny Kitaen – ex-esposa de David Coverdale do Whitesnake.
A morte de Scott causou um impacto no seu namorado, Mick Jagger, que o levou a cancelar as datas da turnê dos Rolling Stones na Austrália. Entretanto, nem sempre foi assim. Algumas garotas foram, aparentemente, abandonadas pelos seus namorados ou amigos famosos.
Um desses casos foi a ex-esposa do guitarrista dos Stones, Krissy Wood. Ela “morreu, aos 57 anos, de uma overdose de Valium (...) abandonada e sem dinheiro. A mulher que teve casos com Eric Clapton, George Harrison, John Lennon e Jimmy Page e foi casada com Ronnie Wood foi reduzida a uma pessoa que vendia lembranças do seu passado e ainda procurava emprego em supermercados.” (Anna Pukas, Rolled Over By The Stones)
Em outro artigo, tratei de outras duas garotas que estiveram com os Rolling Stones...*
Em 1970, Michele Breton e Anita Pallenberg participaram, com Mick Jagger, do filme "Performance". De acordo com Robert Greenfield, Breton, na época do filme, com 17 anos, "cabelo curto e peitos tão grandes que chegam a chocar - junto com Mick e Anita, aparece nua na cena da banheira."
Depois de passar décadas como usuária de drogas em vários países, Breton foi encontrada em Berlim em 1995 e disse - ainda de acordo com Greenfield:
"não fiz nada na vida. (...) Onde tudo começou a dar errado? Não consigo me lembrar. É mais ou menos coisa de destino."
Parece que o que aconteceu com Pallenberg não foi muito diferente, ou pelo menos ela não possui o mesmo poder que os seus companheiros Jagger e Richards continuam a ter no século XXI.
As pioneiras no universo das groupies estavam no grupo GTO - Girls Together Outrageously. A mais famosa delas foi Pamela Des Barres. Ela não teve um fim trágico, pelo contrário, ficou famosa quando contou as suas experiências com as estrelas do rock em um livro chamado “I’m With The Band”.
A pior fama – considerados “selvagens” pelas loucuras que promoviam nos bastidores das turnês – pertencia aos músicos do Led Zeppelin. John Bonham era o violento. John Paul Jones não participava das orgias e dos principais eventos dos bastidores. Robert Plant era muito jovem, deslumbrado e fascinado com o status do estrela do rock e talvez o que se mais se envolvia com as groupies. Jimmy Page era envolvido com magia negra, sadomasoquismo e bastante envolvido com as groupies. Isso era confirmado – pelo menos no caso do guitarrista do Led Zeppelin - por Pamela de Barres em uma entrevista a revista Uncut:
“Antes de nos conhecermos, eu estava com medo de Jimmy e determinada a não me apaixonar por seu charme quando o Led Zeppelin estivesse L.A. Merecida ou não, a sua reputação como um indivíduo impertinente e debochado o precedia. Mas ele tinha a intenção de me fazer apaixonar por ele, e não demorou muito. Ele me enviou notas, pegou meu número de telefone e facilmente me convenceu de que iria valer a pena. Ele mantinha chicotes em sua mala de viagem na estrada, mas nunca tentou usá-los em mim. Ele definitivamente tinha um lado sexual perverso, o que fez dele um amante transcendente.”**
Os músicos, normalmente, não comentavam sobre as groupies e nem havia grandes rivalidades entre eles neste sentido. Quando Jimmy Page ficou com a esposa de Ron Wood, o guitarrista dos Stones ligou para ele para perguntar se estava tudo bem com ela. Na época, Ron Wood estava com a namorada de Page, Bebe Buell, que relatou o que acontecia na época:
“É especialmente difícil para mim porque eu namorei Page quando ele estava no seu mais glorioso e divino momento. 1973-1974. Ele nunca tentou usar chicotes ou qualquer outro material. (...) ele era muito normal no quarto e muito romântico!
(...) [Mas] Ele fugiu com a esposa de Ron Wood e acabei tendo o mês mais divertido da minha vida vivendo na casa de Woody em Richmond Hill, enquanto Todd estava na Índia em uma busca espiritual.
(...) Quando Jimmy descobriu que eu estava com o Woody, ele me chamou e disse que iria enviar Chrissie Wood para a casa, se eu deixasse Todd uma vez por todas. Recusei e o resto é história.”
Todd Rundgren foi casado com Bebe Buell e assumiu a paternidade da sua filha Liv. A menina descobriria só aos 11 anos que o seu pai biológico era, de fato, Steven Tyler do Aerosmith. Então, passou a usar o seu sobre nome (Liv Tyler).
O troca-troca de casais parecia algum confuso. Entretanto, as groupies não se consideravam ingênuas. Michelle Overman:
“Mas nós estávamos fazendo exatamente o que queríamos fazer! Nós estávamos apaixonadas pela música e esses caras eram as respostas às nossas orações. Eles nos queriam lá e nos tratavam como deusas.”
Isso era verdade, mas só em parte, afinal, os músicos, em sua maioria, eram casados e tinham filhos (como no caso do Led Zeppelin) e não queriam saber das groupies quando voltavam para as suas casas.
Por outro lado, essas garotas, na década de 1970, eram, em grande parte, adolescentes, algumas com 13, 15 ou 17 anos. Os aviões particulares, as limousines, as festas e o glamour realmente significavam um atrativo forte e uma possibilidade de viver, pelo menos por alguns momentos, um “conto de fadas”.
Nem todas, porém, souberam lidar com o envelhecimento e com o anonimato. As drogas, especialmente a cocaína, representaram um caminho definitivo para a decadência – como foram os casos de Brandi Brandt, famosa playmate casada com o baixista do Mötley Crüe – Nikki Sixx – e Tawny Kitaen – ex-esposa de David Coverdale do Whitesnake.
domingo, 1 de junho de 2014
OBVIEDADES SOBRE O LED ZEPPELIN
Apesar de serem músicos talentosos, dificilmente o Led Zeppelin passaria despercebido no universo do rock n roll. Jimmy Page e John Page Jones eram músicos de estúdios, que prestaram serviços para diversas bandas de rock nos anos 1960, como The Rolling Stones e The Who, entre outros.
Robert Plant e John Bonham não eram famosos e eram bastante jovens. Jimmy Page, criador e líder incontestável do Led Zeppelin, no início, não sabia qual linha musical seguir: algo mais “folk” ou alguma coisa mais pesada. Quando Page ouviu John Bonham pela primeira vez, claro, estaria definido o som do grupo.
A ideia de formar a banda vinha de uma necessidade prática: Jimmy Page era guitarrista no Yardbirds e os outros músicos desistiram da banda e ainda faltavam shows a cumprir na Escandinávia.
Page e o empresário do Yardbirds decidiram convocar os novos músicos para cumprir o contrato.
Os primeiros shows, com a formação do Led Zeppelin, foram, assim, sob o nome New Yardbirds. O grupo teria que se apresentar com outro nome só mais uma vez e foi na Alemanha, no início da carreira porque uma senhora da tradicional família associada ao Zeppelin não admitia o uso do nome em shows no país. Com o sucesso, isso deixou de ser problema.
Jimmy Page e Peter Grant sabiam exatamente o que queriam para o Led Zeppelin. O lugar da banda tinha que ser os Estados Unidos e não a Inglaterra. Sabiam que tinham que trabalhar muito para construir uma identidade para o grupo.
Foram nove “tours” (excursões) pelos Estados Unidos entre 1968 e 1973.
Jimmy Page já era famoso antes do Led Zeppelin. Isso e a experiência do empresário Peter Grant garantiram um excelente contrato com a gravadora Atlantic.
Se na primeira “tour”, a banda passou um pouco despercebida em alguns lugares, depois da segunda excursão, não havia dúvida, todos sabiam da fama do Led Zeppelin.
Para tanto, do ponto de vista empresarial, Peter Grant adotou alugmas estratégias: o grupo não apareceria na televisão (que tinha um som péssimo na década de 1970), não seriam lançados compactos (quem quisesse, teria que comprar os álbuns), fretou um avião (“The Starship”) que daria mais liberdade para o grupo nos Estados Unidos, todos deveriam evitar a imprensa e os músicos eram intocáveis (mesmo considerando as confusões envolvendo coisas como magia negra, violência, mortes, sadomasoquismo, garotas menores de idade e orgias).
O segundo álbum do Led Zeppelin foi gravado na estrada, o que significaria que, ali, seria sistematizada a imagem da banda: som pesado, letras sexuais e “blues”.
O disco mais as lendas em torno das histórias de bastidores do grupo não deixavam dúvida: nascia um mito.
O contexto histórico era a favor ao Led Zeppelin, afinal, acabara fase “paz e amor” dos anos sessenta e a nova década “pedia” novos estilos para uma nova juventude.
Não tinha como errar. E não houve erro. Led Zeppelin e década de 1970, em termos de rock n roll, tornaram-se sinônimos.
Robert Plant e John Bonham não eram famosos e eram bastante jovens. Jimmy Page, criador e líder incontestável do Led Zeppelin, no início, não sabia qual linha musical seguir: algo mais “folk” ou alguma coisa mais pesada. Quando Page ouviu John Bonham pela primeira vez, claro, estaria definido o som do grupo.
A ideia de formar a banda vinha de uma necessidade prática: Jimmy Page era guitarrista no Yardbirds e os outros músicos desistiram da banda e ainda faltavam shows a cumprir na Escandinávia.
Page e o empresário do Yardbirds decidiram convocar os novos músicos para cumprir o contrato.
Os primeiros shows, com a formação do Led Zeppelin, foram, assim, sob o nome New Yardbirds. O grupo teria que se apresentar com outro nome só mais uma vez e foi na Alemanha, no início da carreira porque uma senhora da tradicional família associada ao Zeppelin não admitia o uso do nome em shows no país. Com o sucesso, isso deixou de ser problema.
Jimmy Page e Peter Grant sabiam exatamente o que queriam para o Led Zeppelin. O lugar da banda tinha que ser os Estados Unidos e não a Inglaterra. Sabiam que tinham que trabalhar muito para construir uma identidade para o grupo.
Foram nove “tours” (excursões) pelos Estados Unidos entre 1968 e 1973.
Jimmy Page já era famoso antes do Led Zeppelin. Isso e a experiência do empresário Peter Grant garantiram um excelente contrato com a gravadora Atlantic.
Se na primeira “tour”, a banda passou um pouco despercebida em alguns lugares, depois da segunda excursão, não havia dúvida, todos sabiam da fama do Led Zeppelin.
Para tanto, do ponto de vista empresarial, Peter Grant adotou alugmas estratégias: o grupo não apareceria na televisão (que tinha um som péssimo na década de 1970), não seriam lançados compactos (quem quisesse, teria que comprar os álbuns), fretou um avião (“The Starship”) que daria mais liberdade para o grupo nos Estados Unidos, todos deveriam evitar a imprensa e os músicos eram intocáveis (mesmo considerando as confusões envolvendo coisas como magia negra, violência, mortes, sadomasoquismo, garotas menores de idade e orgias).
O segundo álbum do Led Zeppelin foi gravado na estrada, o que significaria que, ali, seria sistematizada a imagem da banda: som pesado, letras sexuais e “blues”.
O disco mais as lendas em torno das histórias de bastidores do grupo não deixavam dúvida: nascia um mito.
O contexto histórico era a favor ao Led Zeppelin, afinal, acabara fase “paz e amor” dos anos sessenta e a nova década “pedia” novos estilos para uma nova juventude.
Não tinha como errar. E não houve erro. Led Zeppelin e década de 1970, em termos de rock n roll, tornaram-se sinônimos.
terça-feira, 27 de maio de 2014
THE POWER STATION & LED ZEPPELIN
Quando ainda fazia faculdade, eu era bem radical em termos de gostos musicais: adorava som pesado e odiava “pop music”. Isso foi até um amigo, na lanchonete da universidade, elogiar o Power Station. Ele também era fã do Led Zeppelin e eu disse que ele tinha ficado louco porque os músicos do Duran Duran representavam a metade do Power Station. Ele insistiu: “cara, eu sei, mas essa banda é boa e pesada.”
Resolvi ouvir e gostei
e comecei a deixar o preconceito musical de lado. Publiquei um anúncio numa
revista chamada “Som Três” e escrevi que queria ter contato com pessoas que
gostassem de determinados grupos, entre eles o Power Station. Para a minha
surpresa, recebi diversas cartas com fotos de garotas fãs do Duran Duran. Elas eram as duranies.
Adorei, claro, afinal,
algumas eram muito bonitas. Na época, me encontrei com elas principalmente em
São Paulo. Fique com algumas e até cheguei a namorar uma delas. Quando o Duran
veio ao Brasil em 1988, eu já sabia
tudo sobre a banda (fui ao show no Rio) e foi um momento especial para todos.
Em resumo, muitos não
entendem como que alguém que é fanático pelo Led Zeppelin pode ouvir uma música
tão simples e “pop” como a do Duran. No
meu caso, esse foi um dos motivos.
Um
detalhe: o baterista do Power Station chamava-se Tony
Thompson. Quando os músicos do Led
Zeppelin decidiram se reunir pela
primeira vez após o fim do grupo (no projeto Live Aid em 1985) escolheram o Tony Thompson para ser o baterista. O Phil Collins participou
também mas porque, por algum motivo, ele queria participar de vários shows do
evento tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra. O cara mesmo era o Tony Thompson, tanto é verdade que os
músicos do Led Zeppelin ensaiaram com ele para uma possível volta do grupo. O
projeto foi interrompido após um acidente sofrido por Tony Thompson.
domingo, 25 de maio de 2014
PETER GRANT & BILL GRAHAM
Bill Graham foi promotor de shows de rock nas décadas de 1960 e 1970.
Tinha fama de durão e de se impor nas negociações com os empresários dos
grupos de rock, exceto, claro, com Peter Grant do Led Zeppelin.
Os dois se odiavam, mas eles tinham que negociar, afinal, o Zeppelin era a maior banda nos anos 1970 e Graham era o mais importante promotor de shows nos Estados Unidos no período.
Era meio previsível que, numa hora qualquer, um atrito entre os dois iria ocorrer. E aconteceu em 1977. De acordo Chris Welch:
“Foi durante essa turnê que o incidente ocorreu e que rendeu ao grupo má imprensa e um mal-estar dentro da indústria da música. Em 23 de julho em Oakland (Califórnia), Peter Grant, o homem que fazia a sua segurança - John Bindon -, John Bonham e Richard Cole se envolveram num briga séria com um empregado do Bill Graham. Eles foram acusados de agressão e liberados sob fiança.” (The Story of Led Zeppelin. In.: HM Photo Book)
Simples?! Claro que não. Se Graham gostava de manter uma imagem de durão, Peter Grant, na prática, era esse homem, tanto que aparecem cenas dele dando broncas em várias pessoas no show do Madison Square Garden no filme “The Song Remains The Same”. Para defender os interesses do Led Zeppelin, Grant fazia de tudo, até interromper shows de outros grupos em festivais para não atrapalhar a hora de entrada de seus músicos.
Peter Grant era autoritário e violento. Não foi por acaso que quis ser retratado como um mafioso no filme oficial do Led Zeppelin. O seu braço direito – Richard Cole – era pior. Os dois mais o baterista John Bonham protagonizaram várias cenas de violências nos bastidores dos shows do grupo.
Quando ocorriam problemas com o Led Zeppelin (e eram muitos – drogas, orgias, envolvimento com garotas com menos de 18 anos, brigas e ataques violentos até contra jornalistas – que, por sinal, insistiam em falar mal do grupo -, magia negra, destruição de hotéis...), Peter Grant colocava os músicos em limousines e os encaminhavam direto para o avião particular da banda. O empresário ficava e resolvia – normalmente com muito dinheiro – o que precisava ser resolvido.
Jimmy Page tentava amenizar a fama do Led Zeppelin na década de 1970:
"Havia apenas a coisa com Bill Graham e houve só um caso de briga fora do palco. Mas eu não sei como aconteceu. Eu sei que essa coisa de vibração pesada cercou-nos, mas era mais em tom de gozação. De fato, você não poderia encontrar um homem mais gentil do que Peter Grant, mas as pessoas não compreendiam o estilo dele.” (Chris Welch, The Story of Led Zeppelin. In.: HM Photo Book)
Certamente Grant era gentil e fazia tudo por seus músicos. Entretanto (e talvez exatamente por isso), isso não significava ser cordial com os outros fora do universo do Led Zeppelin. Quanto ao incidente relatado por Chris Welch e Jimmy Page, maiores detalhes aparecem no livro “Hammer of the Gods”:
“Durante dez anos, Peter Grant e Bill Graham acusavam um ao outro serem só blefes. Em 23 de julho, a noite do primeiro show de Oakland, houve finalmente um confronto entre eles. Tudo começou com o filho de Peter Grant, Warren, que estava acompanhando a turnê. Havia uma placa escrita à mão (dizendo) 'Led Zeppelin' na porta de um dos trailers, e o jovem Grant pediu a um dos seguranças de Bill Graham se ele poderia levar a placa. De acordo com Richard Cole, o segurança empurrou Warren para mantê-lo distante. Bonzo, fora do palco por um momento, viu, aproximou-se, amaldiçoou o segurança e o chutou algumas vezes antes de voltar ao palco. Em seguida, foi dito ao Peter Grant que alguém tinha machucado seu filho, e Grant e John Bindon levaram esse segurança para dentro de um trailer, enquanto Richard Cole vigiava tudo do lado de fora. A equipe de Graham veio em auxílio do colega e foi espancada por Cole quando tentou entrar no trailer. Quando a equipe de Graham finalmente entrou no trailer, havia sangue para todo o lado, sendo que o segurança havia sido vítima de uma prolongada e firme surra. Ele, então, foi levado para um hospital.” (Stephen Davis, Hammer of the Gods, p. 197)
O Led Zeppelin ainda tocou mais duas noites no mesmo lugar. Peter Grant obrigou Graham a assinar um documento tirando a responsabilidade da equipe do Led Zeppelin no espancamento do segurança. Na medida em que tal documento não tinha valor jurídico, Graham tentou processar os envolvidos. O resultado final saiu só no ano seguinte:
“Em fevereiro de 1978, por meio de seus advogados, John Bonham, Peter Grant, Richard Cole e John Bindon procuraram se defender das acusações decorrentes do episódio no Oakland Coliseum em julho do ano anterior. Todos os quatro foram considerados culpados e obrigados a pagar multas e as penas foram suspensas. Desde que os quatro não foram obrigados a comparecer no tribunal, as acusações contra eles, de fato, nunca foram ouvidas. Bill Graham ficou furioso porque, mais uma vez, o Led Zeppeln tinha se safado perante a lei.” (Stephen Davis, Hammer of the Gods, p. 200)
Na verdade, o que importa mesmo é que todo esse clima era típico dos anos 1970. Aliás, é por isso que o Led Zeppelin tornou-se símbolo da década. As tentativas de reunir o grupo não deram certo não só por causa da morte de John Bonham – que era “o motor da máquina” – mas também pela falta de Peter Grant.
Deve ser considerado ainda que os anos 1970 acabaram. O mundo mudou. O estilo de vida do Led Zeppelin não caberia mais nas décadas seguintes. E, muito importante, ficou a lenda com uma trilha sonora perfeita. Isso não é pouco no universo do rock n’ roll.
Os dois se odiavam, mas eles tinham que negociar, afinal, o Zeppelin era a maior banda nos anos 1970 e Graham era o mais importante promotor de shows nos Estados Unidos no período.
Era meio previsível que, numa hora qualquer, um atrito entre os dois iria ocorrer. E aconteceu em 1977. De acordo Chris Welch:
“Foi durante essa turnê que o incidente ocorreu e que rendeu ao grupo má imprensa e um mal-estar dentro da indústria da música. Em 23 de julho em Oakland (Califórnia), Peter Grant, o homem que fazia a sua segurança - John Bindon -, John Bonham e Richard Cole se envolveram num briga séria com um empregado do Bill Graham. Eles foram acusados de agressão e liberados sob fiança.” (The Story of Led Zeppelin. In.: HM Photo Book)
Simples?! Claro que não. Se Graham gostava de manter uma imagem de durão, Peter Grant, na prática, era esse homem, tanto que aparecem cenas dele dando broncas em várias pessoas no show do Madison Square Garden no filme “The Song Remains The Same”. Para defender os interesses do Led Zeppelin, Grant fazia de tudo, até interromper shows de outros grupos em festivais para não atrapalhar a hora de entrada de seus músicos.
Peter Grant era autoritário e violento. Não foi por acaso que quis ser retratado como um mafioso no filme oficial do Led Zeppelin. O seu braço direito – Richard Cole – era pior. Os dois mais o baterista John Bonham protagonizaram várias cenas de violências nos bastidores dos shows do grupo.
Quando ocorriam problemas com o Led Zeppelin (e eram muitos – drogas, orgias, envolvimento com garotas com menos de 18 anos, brigas e ataques violentos até contra jornalistas – que, por sinal, insistiam em falar mal do grupo -, magia negra, destruição de hotéis...), Peter Grant colocava os músicos em limousines e os encaminhavam direto para o avião particular da banda. O empresário ficava e resolvia – normalmente com muito dinheiro – o que precisava ser resolvido.
Jimmy Page tentava amenizar a fama do Led Zeppelin na década de 1970:
"Havia apenas a coisa com Bill Graham e houve só um caso de briga fora do palco. Mas eu não sei como aconteceu. Eu sei que essa coisa de vibração pesada cercou-nos, mas era mais em tom de gozação. De fato, você não poderia encontrar um homem mais gentil do que Peter Grant, mas as pessoas não compreendiam o estilo dele.” (Chris Welch, The Story of Led Zeppelin. In.: HM Photo Book)
Certamente Grant era gentil e fazia tudo por seus músicos. Entretanto (e talvez exatamente por isso), isso não significava ser cordial com os outros fora do universo do Led Zeppelin. Quanto ao incidente relatado por Chris Welch e Jimmy Page, maiores detalhes aparecem no livro “Hammer of the Gods”:
“Durante dez anos, Peter Grant e Bill Graham acusavam um ao outro serem só blefes. Em 23 de julho, a noite do primeiro show de Oakland, houve finalmente um confronto entre eles. Tudo começou com o filho de Peter Grant, Warren, que estava acompanhando a turnê. Havia uma placa escrita à mão (dizendo) 'Led Zeppelin' na porta de um dos trailers, e o jovem Grant pediu a um dos seguranças de Bill Graham se ele poderia levar a placa. De acordo com Richard Cole, o segurança empurrou Warren para mantê-lo distante. Bonzo, fora do palco por um momento, viu, aproximou-se, amaldiçoou o segurança e o chutou algumas vezes antes de voltar ao palco. Em seguida, foi dito ao Peter Grant que alguém tinha machucado seu filho, e Grant e John Bindon levaram esse segurança para dentro de um trailer, enquanto Richard Cole vigiava tudo do lado de fora. A equipe de Graham veio em auxílio do colega e foi espancada por Cole quando tentou entrar no trailer. Quando a equipe de Graham finalmente entrou no trailer, havia sangue para todo o lado, sendo que o segurança havia sido vítima de uma prolongada e firme surra. Ele, então, foi levado para um hospital.” (Stephen Davis, Hammer of the Gods, p. 197)
O Led Zeppelin ainda tocou mais duas noites no mesmo lugar. Peter Grant obrigou Graham a assinar um documento tirando a responsabilidade da equipe do Led Zeppelin no espancamento do segurança. Na medida em que tal documento não tinha valor jurídico, Graham tentou processar os envolvidos. O resultado final saiu só no ano seguinte:
“Em fevereiro de 1978, por meio de seus advogados, John Bonham, Peter Grant, Richard Cole e John Bindon procuraram se defender das acusações decorrentes do episódio no Oakland Coliseum em julho do ano anterior. Todos os quatro foram considerados culpados e obrigados a pagar multas e as penas foram suspensas. Desde que os quatro não foram obrigados a comparecer no tribunal, as acusações contra eles, de fato, nunca foram ouvidas. Bill Graham ficou furioso porque, mais uma vez, o Led Zeppeln tinha se safado perante a lei.” (Stephen Davis, Hammer of the Gods, p. 200)
Na verdade, o que importa mesmo é que todo esse clima era típico dos anos 1970. Aliás, é por isso que o Led Zeppelin tornou-se símbolo da década. As tentativas de reunir o grupo não deram certo não só por causa da morte de John Bonham – que era “o motor da máquina” – mas também pela falta de Peter Grant.
Deve ser considerado ainda que os anos 1970 acabaram. O mundo mudou. O estilo de vida do Led Zeppelin não caberia mais nas décadas seguintes. E, muito importante, ficou a lenda com uma trilha sonora perfeita. Isso não é pouco no universo do rock n’ roll.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
GUITARRISTAS & VOCALISTAS
São raras as bandas que não dependem dos seus vocalistas. Quando foi lançada a edição especial de Exile On Main Street, Keith Richards achava que os Rolling Stones deveriam fazer uma tour para comemorar. Mick Jagger discordou. Não houve tour.
Jimmy Page, recentemente,
após muito trabalho, lançou edições especiais dos três primeiros álbuns do Led
Zeppelin. Ele também achava que o grupo deveria se reunir e fazer shows. Robert
Plant, na prática, rejeitou a ideia. Page perdeu a paciência e disse numa
entrevista ao The New York Times:
"Foi-me
dito no ano passado que Robert Plant
falou que não tinha nada para fazer em 2014, e o que os outros dois vocês achariam disto? Bem, ele sabe o que os
outros caras pensam. Todos
gostariam de fazer mais shows
com a banda. Ele
está apenas jogando jogos, e eu estou farto disso, para ser honesto com você.
Eu não canto, então eu não posso fazer muita coisa. Tudo parece, portanto, muito improvável, não é? "*
É verdade. Dificilmente a tour acontecerá. Robert
Plant tem seus motivos, alguns talvez nem sejam tão conscientes assim, como
quando, para compreender os acidentes sofridos por sua família na década de
1970 (inclusive com a morte de seu filho Karac), disse que a má sorte do grupo
na época seria culpa do envolvimento de Jimmy Page com a magia negra; ou ainda,
quando era hostilizado pelos outros no início da banda, época que foi muito
criticado pela imprensa dos Estados Unidos e que quase perdeu o emprego de
vocalista do Led Zeppelin:
"Dos quatro membros do Led Zeppelin, Robert Plant foi o mais brutalmente criticado (...) Cole
relembra: ‘Foi uma coisa muito real se Robert
ficaria mesmo no grupo após a primeira turnê, porque
ele não parecia atender a expectativa de Pagey. Na época, havia uma possibilidade de que ele não faria outra turnê. Essa era a verdade ". **
A
situação foi invertida. A palavra final agora depende do Robert Plant (mesmo
considerando que o Led Zeppelin foi sempre a banda do Jimmy Page).
(*)http://www.stereogum.com/1682190/jimmy-page-is-fed-up-with-robert-plants-refusal-to-play-led-zeppelin-concerts-meanwhile-theyre-finally-getting-sued-for-ripping-off-stairway/news/
“I was told last year that Robert Plant said he is doing nothing
in 2014, and what do the other two guys think? Well, he knows what the other guys think. Everyone would love to
play more concerts for the band. He’s
just playing games, and I’m fed up with it, to be honest with you. I don’t
sing, so I can’t do much about it. It just looks so unlikely, doesn’t it?”*
(**) Stephen Davis, Hammer of Gods, p. 64.
"Of
the four members of Led Zeppelin, it was Robert Plant savagely critized. (...)
Cole recalls: 'It was a very touch-and-go thing whether Robert would even be in
the group after the first tour, because he didn't quite seem to make it up to
Pagey's expectation. At the time, there was a possibility he woudn't do another
tour. That was the truth."**
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