19/10/2012 04h22 Led Zeppelin ganha sotaque oriental em show de Robert Plant, no Rio
Ex-vocalista da banda britânica se apresentou na cidade nesta quinta (18).
Cantor fez novas versões para clássicos como 'Black dog' e 'Rock and roll'.
Henrique Porto Do G1 Rio
"Black mountain side", "The battle of evermore", "Four sticks", "Kashmir"… São vários os exemplos na obra do Led Zeppelin que mostram a influência da música oriental na sonoridade da banda. Mas Robert Plant, ex-vocalista do grupo britânico, levou essa proximidade até as últimas consequências durante o show realizado na noite desta quinta-feira (18), na HSBC Arena, no Rio.
Acompanhado pela recém-formada banda The Sensational Space Shifters, Plant simplesmente subverteu o repertório de seu antigo conjunto, eliminando o peso das guitarras outrora regidas pelo ex-parceiro Jimmy Page em detrimento de instrumentos como o ritti e o kologo, espécie de violino e banjo africanos, e o bendir, um tipo de tamborim.
Apesar de obter um resultado no mínimo intrigante, não seria exagero dizer que Plant decepcionou parte do público, que esperava por versões mais fiéis de canções do "Zeppelin de chumbo". Foi nítida a dispersão da plateia no setor mais caro, apelidado de "BudZone", em determinados momentos do show. Um quase "dar de ombros" para as mistura de blues e músicas celta, indiana e africana proposta por uma das vozes mais importantes da história do rock. Uma pena.
O cantor tinge com novas cores, de maneira muito autêntica, um repertório muitíssimo conhecido, reposicionando sua voz (hoje bem menos potente) em função dos novos arranjos. Bom exemplo são "Black dog" e "Rock and roll", clássicos absolutos do Zeppelin reconstruídos a partir das frases de ritti, executadas pelo sorridente Juldeh Camara — absolutamente nenhum dos antológicos riffs criados por Page são sequer citados. Um pouco mais próximas das versões originais, mas ainda assim com um acento oriental, aparecem "Gallows pole", "Ramble on", "Friends" e "Bron-y-aur stomp", canções mais acústicas e, talvez, mais apropriadas à nova fase do cantor.
A nostalgia não fica restrita apenas ao Zeppelin. Plant presta homenagens a dois velhos bluesmen cantando "44 blues" e "Spoonful", inspiradas nas versões de Howlin' Wolf; e "I'm your witchdoctor", quando relembra o inglês John Mayall e o chama de "herói". Ainda haveria espaço para "Who do you love", de Bo Diddley, num medley que se mistura com um pequeno trecho de "Whole lotta love" (outro clássico do Zeppelin) e "Steal away" e "Bury my body", de Al Kooper. Da carreira solo, pinça "Tin Pan Valley", de seu álbum “Mighty rearranger", de 2005.
Mesmo nos blues, os improvisos acontecem menos nas guitarras e mais no banjo e no bandolim pilotados por Justin Adams e Liam "Skin" Tyson, além dos bebops de Camara. Plant é generoso com sua atual banda, formada ainda pelo baixista Billy Fuller, o baterista Dave Smith e o tecladista John Baggott.
Fato é que Robert Plantx, mesmo com tantos anos de estrada, conseguiu reinventar-se nesta nova turnê. E sem precisar abrir mão do valioso repertório do Led Zeppelin. Talvez por isso venha se recusando ao que seria uma financeiramente tentadora turnê de reunião do ex-grupo, ao lado de Jimmy Page, John Paul Jones e Jason Bonham (filho de John Bonham, morto em 1980), proposta pelo guitarrista em 2007. Plant já não precisa mais do dirigível.
O músico segue agora para Belo Horizonte, onde se apresenta no dia 20. Sua turnê brasileira faz escalas também em São Paulo (22 e 23), Brasília (25), Curitiba (27) e Porto Alegre (29).
"Exijo a possibilidade de viver plenamente a contradição da minha época, que pode levar de um sarcasmo a condição de verdade." Roland Barthes
sábado, 20 de outubro de 2012
sexta-feira, 13 de julho de 2012
DAZED AND CONFUSED
Algumas pessoas acreditam que "descobriram a América" ao fazer comparações das músicas do Led Zeppelin com antigas canções de blues.
O caso mais famoso foi o de "Whole Lotta Love". Posteriormente, Robert Plant reconheceu o plágio nas letras e o nome de Willie Dixion passou a constar nos créditos da música.
Escrevi um texto, uma vez, no qual tratava das limitações do letrista Plant diante da genialidade musical de Jimmy Page.
Mas... e "Dazed and Confused"? Escrevi que esse poderia ser plágio de Page na medida em que o guitarrista do Led Zeppelin sempre admitiu que não escrevia letras para as músicas.
Apesar disto, nunca houve processo contra Jimmy Page. Somente em 2010, décadas depois, Jake Holmes tentou processar Page. Contudo, havia certas contradições no processo.
Primeiro, comparando o que seriam as duas versões, no website TMZ*, é dito: "os versos são diferentes". Ou seja, exatamente na parte que Jimmy Page poderia plagiar, ele foi original.
Segundo, Page sempre teve uma dedicação especial para essa canção. Se, em 1969, ela tinha pouco mais de 6 minutos, na sua versão ao vivo de 1973 - que aparece no filme "The Song Remains The Same" - ela chega a quase meia hora, ocupando um lado inteiro de um dos dois LPs lançados em 1976.
Terceiro, se era cópia, por que esperar mais de 40 anos para processar o guitarrista do Zeppelin? A pergunta e "a resposta" aparecem no mesmo website:
"o advogado de Jake Holmes não quis comentar." ("His attorney had no comment.")*
Sim, é inacreditável. Portanto, para buscar "a verdadeira" autoria de "Dazed and Confused", o susposto músico terá que apresentar um argumentação melhor. Enquanto isso, vale o que sempre existiu: a música e a letra são de um único autor: James Patrick Page.
* http://www.tmz.com/2010/06/29/led-zeppelin-dazed-and-confused-jimmy-page-lawsuit-jake-holmes/
O caso mais famoso foi o de "Whole Lotta Love". Posteriormente, Robert Plant reconheceu o plágio nas letras e o nome de Willie Dixion passou a constar nos créditos da música.
Escrevi um texto, uma vez, no qual tratava das limitações do letrista Plant diante da genialidade musical de Jimmy Page.
Mas... e "Dazed and Confused"? Escrevi que esse poderia ser plágio de Page na medida em que o guitarrista do Led Zeppelin sempre admitiu que não escrevia letras para as músicas.
Apesar disto, nunca houve processo contra Jimmy Page. Somente em 2010, décadas depois, Jake Holmes tentou processar Page. Contudo, havia certas contradições no processo.
Primeiro, comparando o que seriam as duas versões, no website TMZ*, é dito: "os versos são diferentes". Ou seja, exatamente na parte que Jimmy Page poderia plagiar, ele foi original.
Segundo, Page sempre teve uma dedicação especial para essa canção. Se, em 1969, ela tinha pouco mais de 6 minutos, na sua versão ao vivo de 1973 - que aparece no filme "The Song Remains The Same" - ela chega a quase meia hora, ocupando um lado inteiro de um dos dois LPs lançados em 1976.
Terceiro, se era cópia, por que esperar mais de 40 anos para processar o guitarrista do Zeppelin? A pergunta e "a resposta" aparecem no mesmo website:
"o advogado de Jake Holmes não quis comentar." ("His attorney had no comment.")*
Sim, é inacreditável. Portanto, para buscar "a verdadeira" autoria de "Dazed and Confused", o susposto músico terá que apresentar um argumentação melhor. Enquanto isso, vale o que sempre existiu: a música e a letra são de um único autor: James Patrick Page.
* http://www.tmz.com/2010/06/29/led-zeppelin-dazed-and-confused-jimmy-page-lawsuit-jake-holmes/
ARCADIA & THE POWER STATION
- Quando o assunto é "pop music", a maioria liga "a luz do preconceito". É razoável, admito.
- Entretanto, na década de 1980, no auge de sua popularidade, os músicos do Duran Duran criaram dois projetos diferentes. Andy e John Taylor, com os músicos do Chic e com Robert Palmer, fizeram muito sucesso com "The Power Station". Fizeram e lançaram vídeos, mas o destaque foi a tour, com um show no Live Aid em 1985 (Michael Des Barres assumiria os vocais). O segundo álbum do grupo, "Living in Fear", sem o baixo de John Taylor mas com a volta de Robert Palmer não fez sucesso. Trata-se de um bom CD, mas que não agrada de imediato.
- O outro projeto do Duran ficou por conta do Nick Rhodes, Simon Le Bon e Roger Taylor. O álbum "So Red The Rose" conta com várias participações especiais, como Sting, Grace Jones e David Gilmour. Não é um som pesado como o do Power Station, se for para rotular, estaria mais na linha do chamado "progressivo". É ótimo. A sonoridade é fantástica e fica clara a liderança de Nick Rhodes. Não houve tour. Os vídeos, porém, foram extremamente sofisticados e fizeram sucesso na MTV e foram lançado no formato VHS.
- Após os projetos, os músicos do Duran se reuniram para o que seria o próximo álbum da banda, "Notorious". O quinteto tornou-se trio com as ausências de Roger e Andy Taylor. Essa tour passou pelo Brasil em janeiro de 1988. Eu vi o show do Rio. Maravilhoso. Além dos sucessos do Duran, tive o prazer de ver os músicos tocaram uma música tanto do Arcadia como do Power Station. Como Duran Duran, foram lançados outros álbuns, mas o auge seria mesmo o ano de 1985.
terça-feira, 26 de junho de 2012
MEDIOCRIDADE
- É o caso de DAVID GILMOUR, ex guitarrista do Pink Floyd, que disse que a banda sustentou o Syd Barret por 30 anos. Gilmour "esquece" que ele NÃO estava na concepção do que seria o Pink Floyd e nem nos primeiros álbuns. Quando ele entrou no grupo, para substituir Syd, o Floyd já era sucesso. "Esquece" ainda que o dinheiro pago pela banda ao Syd tratava dos direitos do fundador da banda quanto aos primeiros discos. Roger Waters demonstra mais respeito ao tratar do tema.
- O vocalista do Led Zeppelin, que foi muito criticado na primeira tour pelos Estados Unidos, o que levou ao líder da banda, Jimmy Page, em pensar em substituí-lo, assumiu depois do fim do grupo que teria copiado a letra de "Whole Lotta Love" e foi descoberto só porque tornou-se famoso, caso contrário... Para ROBERT PLANT, o problema não seria copiar o outro e sim ser descoberto.
- Os músicos do YES demitiram o vocalista Jon Anderson e colocaram um vocalista de uma BANDA COVER - Benoit David - no seu lugar. David ficou doente e foi substituído por outro vocalista de banda COVER - Jon Davison do "Yes Roundabout".
- Os músicos do QUEENSRYCHE demitiram o vocalista Geoff Tate, co-fundador do grupo, após 30 anos tocando juntos. Motivo: interesse econômico, pois Geoff Tate ficava com 25% dos lucros da banda.
domingo, 17 de junho de 2012
DAVE GROHL & LED ZEPPELIN
- Eu sou fã do Led Zeppelin, fui membro de um fã-clube dos E.U.A, "Feathers in the Wind", e coordenei o jornal "The Rover" (1984-1986) aqui no Brasil.
- Digo isso pois acho que chega a ser constrangedora a "veneração" de Dave Grohl quanto aos músicos da banda.
- É verdade que a primeira vez que vi o Jimmy Page tocar ao vivo em São Paulo (com Robert Plant) fiquei tão impressionado que não lembro coisa alguma do show!!! Depois vi o show do Rio, e foi tudo OK.
- Aliás, o meu primeiro disco do Led Zeppelin foi presente do meu pai em 1976 (ano do lançamento do LP). Com o salário do meu primeiro emprego, comprei o "In Through the Out Door" em 1979 (também ano do lançamento do disco).
- Bons tempos? Para o Led Zeppelin, provavelmente. Para mim, a barra era muito pesada na década de 1970.
sábado, 31 de março de 2012
HEAVY METAL & RELIGIÃO
Até assistir ao show do B-52's com Tyma Weymouth and Chris do Talking Heads / Tom Tom Club e ouvir o álbum (pesado e bom) do Power Station (metade dos músicos eram do Duran Duran), eu admito que só ouvia heavy metal e achava todo o resto um lixo... Ainda tinha paciência para ouvir gente discutindo qual seria a melhor banda, guitarrista ou baterista do rock pesado...
Duas coisas sempre me chamaram a atenção nesse gênero:
1. Vi muitos shows e fui em alguns festivais. O número de homens sempre fui superior ao de mulheres, muito superior. Na primeira noite do metal no Brasil, no Rock in Rio, em 1985, parecia mais um grande pátio de prisão: basicamente homens vestidos de preto, muitas drogas e, claro, som pesado.
2. A associação do hevay metal com o diabo...
Os Rolling Stones escreveram "Sympathy For The Devil" em 1969 (a referência era Lúcifer).
Os músicos do Black Sabbath, a partir dos filmes de terror, resolveram escrever assim. Nunca foram ocultistas.
Os músicos do Led Zeppelin, especialmente o Jimmy Page, não escondiam a simpatia pelo ocultismo. Apesar de influenciar algumas letras da banda, Robert Plant tratou de outros temas nas músicas do Zeppelin.
Na sua origem, na década de 1950, o rock era tido como a "música do diabo".
Talvez esses fatores tenham influenciado a associação do heavy metal com a figura do diabo. Como os representantes do cristianismo eram os principais críticos do rock na década de 1950, a oposição à essa religião levaria ao seu oposto - o diabo.
O conceito de diabo é uma construção recente. Antes, havia outras religiões que se baseavam no dualismo do bem e do mal. De acordo com o documentário "Zeitgeist", todas foram influenciadas pela concepção do Egito Antigo (por por de 3.000 anos a. C.), que tinha "Hórus, sendo o sol ou a luz" e, por outro lado, existia Set "e Set era a personificação das trevas da noite."
Nesta perspectiva, a referência mais correta ao "mundo da trevas" seria Set e não o diabo (Lúcifer ou Satanás).
Duas coisas sempre me chamaram a atenção nesse gênero:
1. Vi muitos shows e fui em alguns festivais. O número de homens sempre fui superior ao de mulheres, muito superior. Na primeira noite do metal no Brasil, no Rock in Rio, em 1985, parecia mais um grande pátio de prisão: basicamente homens vestidos de preto, muitas drogas e, claro, som pesado.
2. A associação do hevay metal com o diabo...
Os Rolling Stones escreveram "Sympathy For The Devil" em 1969 (a referência era Lúcifer).
Os músicos do Black Sabbath, a partir dos filmes de terror, resolveram escrever assim. Nunca foram ocultistas.
Os músicos do Led Zeppelin, especialmente o Jimmy Page, não escondiam a simpatia pelo ocultismo. Apesar de influenciar algumas letras da banda, Robert Plant tratou de outros temas nas músicas do Zeppelin.
Na sua origem, na década de 1950, o rock era tido como a "música do diabo".
Talvez esses fatores tenham influenciado a associação do heavy metal com a figura do diabo. Como os representantes do cristianismo eram os principais críticos do rock na década de 1950, a oposição à essa religião levaria ao seu oposto - o diabo.
O conceito de diabo é uma construção recente. Antes, havia outras religiões que se baseavam no dualismo do bem e do mal. De acordo com o documentário "Zeitgeist", todas foram influenciadas pela concepção do Egito Antigo (por por de 3.000 anos a. C.), que tinha "Hórus, sendo o sol ou a luz" e, por outro lado, existia Set "e Set era a personificação das trevas da noite."
Nesta perspectiva, a referência mais correta ao "mundo da trevas" seria Set e não o diabo (Lúcifer ou Satanás).
domingo, 25 de março de 2012
COZY POWELL
O Robert Plant, quando fala mal do Led Zeppelin, é pura inveja do Jimmy Page que era o líder e o principal responsável pelo som da banda.
No seu primeiro disco solo, "Pictures of Eleven", as duas melhores faixas são as que o Cozy Powell (amigo de John Bonham) toca na bateria: "Slow Dancer" e "Like I've Never Been Gone". Cozy Powell consegue lembrar o estilo de Bonham e, ao mesmo tempo, impor a sua maneira de tocar. Perfeito!!!
A sua insistência em resgatar a sonoridade do Led Zeppelin irritou o Plant, que chamou o óbvio Phil Collins para tocar no resto do álbum. Na sua primeira "tour" solo, Plant se recusava a cantar músicas do Zeppelin. Freud explicaria.
Eu vi o Cozy Powell tocar ao vivo uma vez, com o Whitesnake, na noite "heavy metal" do primeiro Rock in Rio. Impressionado com o radicalismo e pela quantidade dos chamados "metaleiros", David Coverdale avisou no início do show: "faremos o máximo de barulho possível." Com certeza, Cozy Powell contribuiu para isso, com muita qualidade, naturalmente.
Na mesma noite, eu fiquei muito irritado com o baterista do Ozzy, que no seu solo, copiou descaradamente o John Bonham ao tocar com as mãos... A maioria, menos avisada, achou que aquilo era algo inédito!!! Depois tentaram amenizar falando que seria uma "homenagem"... uma coisa bem diferente para quem estava lá e viu tudo ao vivo.
Anos depois, eu assistiria três shows do Robert Plant no Brasil. Mas isso, claro, é outra história.
No seu primeiro disco solo, "Pictures of Eleven", as duas melhores faixas são as que o Cozy Powell (amigo de John Bonham) toca na bateria: "Slow Dancer" e "Like I've Never Been Gone". Cozy Powell consegue lembrar o estilo de Bonham e, ao mesmo tempo, impor a sua maneira de tocar. Perfeito!!!
A sua insistência em resgatar a sonoridade do Led Zeppelin irritou o Plant, que chamou o óbvio Phil Collins para tocar no resto do álbum. Na sua primeira "tour" solo, Plant se recusava a cantar músicas do Zeppelin. Freud explicaria.
Eu vi o Cozy Powell tocar ao vivo uma vez, com o Whitesnake, na noite "heavy metal" do primeiro Rock in Rio. Impressionado com o radicalismo e pela quantidade dos chamados "metaleiros", David Coverdale avisou no início do show: "faremos o máximo de barulho possível." Com certeza, Cozy Powell contribuiu para isso, com muita qualidade, naturalmente.
Na mesma noite, eu fiquei muito irritado com o baterista do Ozzy, que no seu solo, copiou descaradamente o John Bonham ao tocar com as mãos... A maioria, menos avisada, achou que aquilo era algo inédito!!! Depois tentaram amenizar falando que seria uma "homenagem"... uma coisa bem diferente para quem estava lá e viu tudo ao vivo.
Anos depois, eu assistiria três shows do Robert Plant no Brasil. Mas isso, claro, é outra história.
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